O Japão está atravessando o período mais intenso da temporada de pólen, e as previsões indicam que a concentração de partículas microscópicas liberadas pelo cedro japonês (sugi) será superior à média em grande parte das regiões leste e norte do país, com exceção de Hokkaido. A situação aumenta a preocupação com os casos de alergia sazonal, conhecidos no país como polinose.
Segundo a empresa japonesa de meteorologia Weathernews, a dispersão do pólen de cedro já está em pleno andamento em diversas áreas do Japão, desde Kyushu até a região de Tohoku. Em locais como a província de Yamanashi e nas regiões de Kanto, Tokai, Kinki, Chugoku, Shikoku e Kyushu, o período de maior concentração deve continuar até meados de março.
Em outras áreas, como a província de Nagano, Hokuriku e o sul de Tohoku, o pico da dispersão deve se prolongar até o final de março. Já no norte de Tohoku, a expectativa é que os níveis elevados de pólen persistam até o final de abril.
Após o enfraquecimento da temporada do cedro, outro tipo de pólen deve dominar o ar: o do cipreste japonês (hinoki). Isso significa que pessoas sensíveis a alergias terão que manter os cuidados por um período ainda mais longo.
Especialistas explicam que a grande quantidade de pólen neste ano está relacionada às condições climáticas registradas no verão passado, quando temperaturas mais altas e muitos dias de céu limpo favoreceram a formação de flores masculinas nas árvores — responsáveis pela liberação do pólen.
A previsão indica que, especialmente nas regiões oeste e leste do Japão, grandes quantidades de pólen poderão se espalhar nos próximos dias, impulsionadas por temperaturas superiores a 15 °C e ventos mais intensos.
Diante desse cenário, autoridades recomendam que pessoas que sofrem com alergias adotem medidas de prevenção, como o uso de máscaras, óculos de proteção e colírios. Também é aconselhável sacudir roupas e lençóis secos ao ar livre antes de levá-los para dentro de casa, ajudando a remover a maior parte do pólen acumulado.





