O verão no Japão traz não apenas altas temperaturas e umidade, mas também a presença de um inseto que pode provocar lesões semelhantes a queimaduras químicas na pele. Conhecido como yakedomushi em japonês ou potó em português (nome científico Paederus), o pequeno inseto de cerca de 7 milímetros libera uma toxina altamente irritante quando esmagado.
Segundo especialistas, o veneno chamado pederina age de forma silenciosa. “Não há dor imediata após o contato. A maioria das pessoas nem percebe que esmagou o inseto. Porém, dois dias depois, aparecem bolhas e uma dermatite em formato linear”, explicou o médico Ryutaro Yoshiki, diretor do Instituto Yoshiki de Dermatologia e Cirurgia Plástica.
O yakedomushi costuma se concentrar em locais úmidos, como arrozais, áreas gramadas e margens de rios, especialmente nesta época do ano. Por isso, o alerta é maior para famílias em passeios ao ar livre ou em churrascos de verão.
O que fazer em caso de contato
Autoridades de saúde reforçam que o inseto não deve ser tocado, vivo ou morto. Caso a pele entre em contato com a toxina, as orientações são:
- Lavar o local com sabão, sem esfregar.
- Aplicar compressa de água fria.
- Evitar coçar ou levar as mãos aos olhos, pois a toxina pode causar até cegueira.
- Hidratar a pele com creme e o corpo com bastante água.
- Manter a área afetada longe do sol.
Quando procurar ajuda médica
É recomendada a busca por atendimento imediato em casos de:
- Formação de bolhas.
- Dor intensa.
- Sintomas de infecção, como febre ou vômitos.
- Lesão próxima aos olhos, que requer avaliação oftalmológica.
Com a chegada do verão, o cuidado deve ser redobrado. Especialistas alertam que a prevenção é a melhor forma de evitar acidentes, especialmente com crianças, que podem se sentir atraídas pelo inseto sem saber do perigo.