Às vésperas do 15º aniversário do desastre de 11 de março de 2011, uma pesquisa divulgada pela Cruz Vermelha Japonesa revela que a maioria da população no Japão acredita na possibilidade de um novo grande desastre natural, mas admite não estar devidamente preparada. O levantamento, realizado online em janeiro com cerca de 1,2 mil pessoas de todo o país com 10 anos ou mais, apontou que 84,1% dos entrevistados consideram provável que um terremoto ou evento de magnitude semelhante ao ocorrido em 2011 aconteça em um futuro próximo. Ainda assim, 69,2% afirmaram que não tomaram medidas suficientes para se preparar, enquanto apenas 20,5% disseram estar prontos para enfrentar uma situação desse tipo.
O terremoto de magnitude 9 e o tsunami que atingiram o nordeste do Japão em 11 de março de 2011 devastaram a região de Tohoku — especialmente as províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima — e deixaram cerca de 20 mil mortos. Segundo a pesquisa, 62,5% das pessoas dizem que a tragédia impactou suas vidas de alguma forma. Entre essas, 53,6% afirmam que o episódio reforçou a importância de se preparar para desastres, 50,3% passaram a refletir mais sobre o valor da vida e 38,7% disseram ter repensado questões relacionadas à energia nuclear e à política energética.
Os resultados também indicam que as lembranças do desastre estão enfraquecendo com o passar do tempo. Enquanto 28,1% afirmam se recordar claramente do ocorrido e 40,3% dizem ter memórias parciais, 16,8% relatam lembrar pouco e 14,9% dizem não se recordar do evento. A divulgação da pesquisa ocorre em meio a alertas do governo japonês sobre a possibilidade de grandes terremotos nas próximas décadas, incluindo um eventual sismo na Fossa de Nankai ou um forte tremor diretamente na região metropolitana de Tóquio, reforçando os apelos para que a população intensifique sua preparação para desastres.





