ThingsOut
ADVERTISEMENT
  • Japão
  • Entretenimento
  • Saúde
  • Economia
  • Negócios
  • Mundo
  • Sobre
    • Contato
No Result
View All Result
  • Japão
  • Entretenimento
  • Saúde
  • Economia
  • Negócios
  • Mundo
  • Sobre
    • Contato
No Result
View All Result
ThingsOut
No Result
View All Result
ADVERTISEMENT
Home Japão

Os jovens japoneses que desistiram do emprego por causa de abusos: “foram 5 meses quase sem dormir”

Ana Paula Ramos by Ana Paula Ramos
8 de outubro de 2021
in Japão, Negócios
0
Foto: Career Connection.

Foto: Career Connection.

Tóquio – Quando se é jovem e arruma um emprego, a nova fase costuma ser de expectativas e alguns receios sobre a adaptação, a nova rotina e os relacionamentos no trabalho.

No Japão, este início de vida adulta e independente muitas vezes se torna um pesadelo. Vagas que prometem fins de semana de folga, poucas horas extras ou o pagamento completo do trabalho fora do horário padrão, se revelam bem diferentes depois da contratação.

O portal Career Connection, que trata de assuntos trabalhistas, reuniu alguns episódios de jovens na faixa de 20 anos que acabaram desistindo do emprego para proteger a saúde físca e mental.

“Era comum fazer mais do que 100 horas extras mensais e eu tinha duas folgas no mês. E eles ainda falsificavam o holerite, colocando a carga horária e o número de dias trabalhados inferior ao que acontecia na realidade”, comentou um trabalhador jovem.

Leia também: Os cuidadores que convivem com abusos de idosos e seus familiares no Japão: “tem gente que humilha”

Passando a noite no trabalho

Yuta Kawashima (nome fictício), na faixa de 20 anos, relatou o engano que sofreu com a oportunidade de emprego que lhe foi apresentada e as atividades na vida real.

“Antes de entrar na empresa, o trabalho dizia que as horas extras eram pagas por completo e que os fins de semana eram de folga”, diz. “Depois que eu entrei, se tornou comum trabalhar além do horário sem receber e o trabalho nos sábados era rotineiro”, contou.

O jovem era supervisor de obras e ouviu do chefe que até 60 horas extras seriam pagas pela empresa e que o excedente era para ser cobrado do orçamento da construção. 

No fim, Yuta diz que nunca recebia por todo o tempo que trabalhava. As condições reais eram muito diferentes do prometido e o volume de trabalho também era elevado.

“Das 7h45 até as 20h eu trabalhava na obra, carregava equipamentos e fazia outras atividades. Entre as 20h e às 23h, tinha que fazer o meu trabalho de escritório. Voltava na madrugada e quase não tinha tempo para dormir”, revelou.

A rotina exaustiva prosseguiu por cinco meses até que Yuta não aguentou mais.

“Foram cinco meses quase sem dormir e eu desenvolvi um quadro leve de depressão. E também não fui o único, outros cinco colegas também desistiram”, disse.

Outro colega que entrou na mesma época também sofreu um quadro de problemas de saúde física e mental.

“Por ser um trabalho de supervisor de obras eu sabia que seria ocupado. Mas foi demais. Dormia no escritório ou voltava na madrugada, enquanto que os funcionários da sede nem faziam horas-extras”, comentou.

Assédio moral no emprego

Foto Marten Bjork Unsplash imagem ilustrativa

Nem sempre o trabalho excessivo é o motivo da desistência. As relações humanas e o ambiente também são essenciais para que o trabalho não cause prejuízos mentais para o funcionário.

Hiroyuki Sasaki (nome fictício), também na faixa de 20 anos, passou por uma situação extrema no Departamento Comercial e Jurídico de uma empresa. Ele foi transferido ao setor comandado por um único chefe e logo de início, percebeu que tinha algo errado.

“Os dois últimos antecessores não tinham continuado naquele ambiente. Eu comecei cheio de receios com o chefe e em poucas semanas, minha vida se tornou um inferno”, contou.

Hiroyuki diz que passou a sofrer um assédio moral extremo, a ponto de passar por um estresse emocional profundo.

“Comecei a perguntar para outras pessoas e descobri que a falta de moral daquele chefe era algo conhecido. Não quis ficar em uma empresa que continua a deixar uma pessoa assim em um cargo de chefia”, criticou.

Tags: assédio moralempregoempresas no Japãohoras extras
Previous Post

O japonês que se vestiu como a avó para convencer o cão a passear: “Ele só saí se for com ela”

Next Post

Menino japonês que nasceu com 258g e ganhou título de “menor bebê do mundo” completa 3 anos

Ana Paula Ramos

Ana Paula Ramos

Ana é jornalista e escritora, com mais de 7 anos de experiência no Japão e atuação na mídia brasileira.

Related Posts

Close-up of a red Japan visa label with the text 'JAPAN VISA' and Japanese characters on a light blue border.
Japão

Japão atualiza taxas de vistos e residência permanente pode chegar a ¥200 mil

by ThingsOut
25 de junho de 2026
White toy car resting on a Japanese vehicle license renewal document.
Japão

Instituto propõe alta de 14,4% no seguro automotivo no Japão, a maior já registrada

by ThingsOut
24 de junho de 2026
Silhouette of a hiker with a red backpack and trekking pole against a bright blue sky at daytime.
Japão

Shizuoka avalia limitar escalada do Monte Fuji fora de temporada após série de resgates

by ThingsOut
23 de junho de 2026
Crowd of protesters holding blank white placards on wooden sticks at a demonstration in the city.
Japão

Protesto em Tóquio reúne japoneses e estrangeiros contra xenofobia e leis mais duras

by ThingsOut
22 de junho de 2026
Person selecting a carton of white eggs from a store display shelf.
Japão

Frango e ovos atingem recorde no Japão e acendem alerta sobre custo de alimentação

by ThingsOut
18 de junho de 2026
Next Post
Ryusuke aos 6 meses, quando ganhou alta do hospital. Foto: Kyodo News.

Menino japonês que nasceu com 258g e ganhou título de "menor bebê do mundo" completa 3 anos

Browse by Category

  • Culinária
  • Economia
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Eventos
  • Japão
  • Lifestyle
  • Moda
  • Mundo
  • Negócios
  • Saúde
  • sem categoria
  • Tecnologia
  • Turismo
  • World

Browse by Tags

acidente Aichi Amazon Prime Video Animação Anime Apple Tv bullying cinema Coronavirus coronavírus COVID-19 crianças crime cão Disney economia escola filme Filmes Fukuoka golpe governo japonês Hokkaido idosos imigração Ishikawa Japão Kanagawa loja de conveniência Nagoya Netflix Osaka Pandemia pesquisa polícia japonesa prisão saúde Sony Streaming série Tecnologia terremoto trabalho Turismo Tóquio
ThingsOut

ThingsOut - Seu site de notícias no Japão

© 2023 ThingsOut - Site de Notícias by Strategya Co., Ltd.

No Result
View All Result
  • Japão
  • Saúde
  • Dinheiro
    • Economia
    • Negócios
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Diversão
    • Esportes
    • Entretenimento

© 2023 ThingsOut - Site de Notícias by Strategya Co., Ltd.

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para que os cookies sejam utilizados. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.