O primeiro-ministro do Japão, Sanae Takaichi, criticou nesta quinta-feira os ataques atribuídos ao Irã contra países do Oriente Médio que provocaram mortes de civis. A declaração foi feita durante uma conversa telefônica com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores japonês, Takaichi apresentou a posição de Tóquio sobre a atual crise envolvendo o Irã — país com o qual o Japão mantém historicamente relações amistosas — embora o governo não tenha divulgado detalhes sobre o conteúdo da explicação. Durante o diálogo, os dois líderes também concordaram em trabalhar juntos para evitar uma maior escalada das tensões na região.
O cenário de conflito se intensificou após os Estados Unidos e Israel iniciarem bombardeios contra o território iraniano no último sábado. Desde então, Teerã passou a lançar ataques com mísseis e drones contra países vizinhos. Relatos locais indicam que civis foram mortos e que infraestruturas como aeroportos, hotéis e áreas residenciais estão entre os alvos atingidos.
Para o Japão, a estabilidade no Oriente Médio é considerada essencial. O país depende fortemente da região para a importação de petróleo bruto, já que possui recursos naturais limitados.
Durante a conversa, Takaichi e Merz também reforçaram a cooperação em segurança econômica e manifestaram preocupação com possíveis impactos nas cadeias globais de suprimentos devido a restrições na exportação de minerais estratégicos. O tema ganhou relevância depois que a China reforçou controles sobre a venda externa de produtos de uso dual, que podem incluir terras raras destinadas ao Japão.
Os dois líderes já haviam mantido contato telefônico na semana anterior, pouco antes da viagem de Merz à China e aos Estados Unidos, onde ele participou de encontros com o presidente chinês Xi Jinping e com o presidente norte-americano Donald Trump.





