Empresas japonesas do setor petroquímico, dependentes de nafta para a produção de plásticos, começaram a intensificar a busca por novos fornecedores diante da diminuição das remessas provenientes do Oriente Médio, afetadas pelo conflito envolvendo o Irã.
Apesar do cenário de incerteza, as companhias garantem que ainda dispõem de estoques suficientes da matéria-prima — derivada do petróleo bruto — para manter suas operações sem interrupções ao longo das próximas semanas.
Koshiro Kudo, presidente da Associação da Indústria Petroquímica do Japão, ressaltou que o país também conta com volumes expressivos de produtos plásticos já finalizados. De acordo com ele, as reservas de polietileno são capazes de suprir a demanda por cerca de quatro meses, enquanto as de polipropileno têm cobertura estimada em três meses.
“Temos o dever de assegurar a continuidade do abastecimento”, afirmou Kudo, acrescentando que a entidade está conduzindo uma avaliação minuciosa da situação em conjunto com as empresas do setor.
Como parte das medidas de contingência, a associação vem acelerando esforços para diversificar as origens de fornecimento de nafta, mirando alternativas fora do Oriente Médio. Entre os mercados analisados estão os Estados Unidos, países da América Central e do Sul, além de outras regiões da Ásia.






