A primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou nesta quinta-feira (30) que o Japão espera garantir fornecimento suficiente de produtos petroquímicos derivados de nafta para além deste ano, fortalecendo sua segurança energética em meio às instabilidades no Oriente Médio.
A declaração foi feita durante uma reunião ministerial dedicada à análise dos impactos regionais sobre o abastecimento de recursos estratégicos.
Produto essencial para indústria
A nafta, derivada do petróleo bruto, é uma matéria-prima fundamental para a produção de plásticos, embalagens e diversos produtos industriais. Até então, a estimativa oficial apontava reservas para pouco mais de seis meses, mas novas projeções indicam uma margem de segurança mais ampla.
Fatores que sustentam a nova previsão
Segundo Takaichi, vários elementos contribuíram para o cenário mais favorável:
- Continuidade da produção nacional de nafta
- Expansão significativa das importações provenientes dos Estados Unidos, Argélia e outras regiões fora do Oriente Médio
- Uso planejado dos estoques domésticos já disponíveis
O governo estima que, em maio, as importações vindas de fornecedores alternativos sejam até três vezes maiores em comparação aos níveis registrados antes do agravamento das tensões envolvendo o Irã.
Proteção à cadeia de suprimentos
A premiê orientou ministros a trabalharem em conjunto com setores industriais para ampliar a divulgação de informações e assegurar estabilidade no fornecimento de petróleo bruto e derivados em patamares semelhantes aos do ano anterior.
Também foram abordadas preocupações do setor alimentício, especialmente em relação ao fornecimento de embalagens plásticas usadas em condimentos e outros produtos. De acordo com o governo, levantamentos recentes apontam que a oferta atual será suficiente para atender à demanda.
Transporte marítimo segue seguro
Durante a reunião, Takaichi informou ainda que uma embarcação ligada ao Japão atravessou com segurança o Estreito de Ormuz e deixou o Golfo Pérsico na quarta-feira (29), seguindo rota normal em direção ao Japão.
A estratégia reflete os esforços do governo japonês para reduzir vulnerabilidades externas e garantir estabilidade econômica diante de possíveis impactos geopolíticos globais.





