Golpe combina telefone, videochamada e criptomoedas
Um homem na faixa dos 70 anos, morador de Sabae, na província de Fukui, perdeu o equivalente a ¥60 milhões em criptomoedas após ser enganado por criminosos que se passaram por funcionários dos Correios e policiais. Segundo a fonte policial citada no caso, a fraude começou com uma ligação para o telefone fixo da vítima e terminou com três transferências para uma conta indicada pelos golpistas.
O episódio chama atenção não apenas pelo valor elevado, mas pela forma como os suspeitos construíram credibilidade. Eles misturaram contatos por telefone, conversas pelo LINE e uma videochamada em que um dos integrantes exibiu uma suposta identidade policial. Esse tipo de encenação reduz a desconfiança da vítima e cria sensação de urgência, um recurso comum em fraudes mais sofisticadas.
Como a fraude foi montada
De acordo com a apuração mencionada na notícia, tudo começou em 29 de junho, quando um homem alegando ser funcionário dos Correios informou que haveria dinheiro dentro de uma encomenda supostamente enviada pelo idoso. A partir daí, a conversa foi levada ao LINE, onde outro criminoso entrou em cena fingindo ser policial.
O falso agente disse que seria necessário “investigar cédulas” e orientou a vítima a enviar os recursos para uma conta ligada à suposta apuração. O idoso acabou fazendo três remessas de criptomoedas, totalizando cerca de ¥60 milhões. Depois das transferências, um dos golpistas enviou a mensagem: “Isto é um golpe”.
Contexto: por que esse tipo de crime funciona
Golpes que usam nomes de instituições conhecidas costumam explorar três fatores: autoridade, pressa e isolamento. Quando a vítima acredita estar falando com polícia, banco ou serviço postal, tende a seguir instruções sem confirmar a identidade do interlocutor. No caso de Fukui, a escolha por criptomoedas adicionou uma camada extra de dificuldade para rastreamento e recuperação dos valores.
A polícia local informou que o caso é investigado como fraude especial. No mesmo dia, autoridades de Fukui registraram quatro golpes semelhantes, com prejuízo total estimado em cerca de ¥100 milhões, o que sugere uma ação coordenada ou a circulação de um mesmo padrão de abordagem na região.
Impactos e próximos desdobramentos
Para moradores, especialmente idosos, o episódio reforça a importância de desconfiar de contatos inesperados que peçam transferência de dinheiro, instalação de aplicativos ou continuidade de conversa fora dos canais oficiais. Em casos assim, a orientação prática é simples: encerrar o contato, não transferir valores e confirmar a informação diretamente com a instituição por meios oficiais.
- Polícia e órgãos públicos não pedem transferência para “investigação”.
- Pedidos por LINE ou videochamada devem ser verificados com cautela.
- Pressão emocional e urgência são sinais frequentes de fraude.
O caso de Sabae mostra que golpes digitais no Japão seguem evoluindo, agora combinando engenharia social, criptomoedas e falsificação de identidade para atingir vítimas em poucos passos.
Referência consultada: https://portalmie.com/atualidade/2026/07/homem-perde-%c2%a560-milhoes-em-golpe-de-falso-policial-no-japao/






