A partir de abril, entram em vigor no Japão uma série de mudanças que impactam diretamente o orçamento das famílias. Enquanto algumas medidas trazem alívio financeiro, outras aumentam os custos para os contribuintes.
Entre as principais novidades estão quatro iniciativas: a gratuidade das mensalidades em escolas particulares de ensino médio, a oferta de merenda gratuita no ensino fundamental público, novos auxílios para maternidade e creches, além de ajustes na chamada “barreira dos 1,3 milhão de ienes”.
Para famílias com filhos em idade escolar, os efeitos podem ser positivos. No ensino fundamental, a isenção da merenda pode gerar uma economia anual de cerca de 57,2 mil ienes. Já no caso de estudantes de colégios particulares, o impacto é ainda maior, com a gratuidade das mensalidades podendo representar uma redução de até 457 mil ienes por ano, segundo dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.
No campo do apoio à infância, o governo ampliou o acesso a creches, permitindo que mesmo pais que não estejam empregados consigam vagas para crianças entre 3 meses e 3 anos. Além disso, foi criado um incentivo financeiro à maternidade, com pagamento de 100 mil ienes durante a gestação e o parto, e garantia de remuneração integral durante a licença parental.
Por outro lado, para financiar essas medidas, foi introduzida uma nova cobrança baseada na renda individual. Um trabalhador com renda anual de 4 milhões de ienes, por exemplo, deverá pagar cerca de 4.600 ienes por ano, o equivalente a aproximadamente 384 ienes mensais. Embora haja quem veja a contribuição como um investimento nas futuras gerações, também existem críticas ao aumento de encargos.
Outra mudança relevante envolve o limite de renda de 1,3 milhão de ienes para dependentes. Embora o teto seja mantido, a forma de cálculo será ajustada para evitar que pessoas reduzam deliberadamente sua carga de trabalho para permanecer nessa condição. Horas extras ocasionais não serão consideradas, desde que dentro de um limite considerado razoável.
Quem ultrapassar esse valor deixará de ser classificado como dependente, passando a contribuir diretamente para o seguro de saúde e a aposentadoria. Diante disso, especialistas recomendam que cada família avalie cuidadosamente qual opção é mais vantajosa do ponto de vista financeiro.





