Mais de 100 japoneses e outros cidadãos estrangeiros que deixaram o Oriente Médio devido ao agravamento do conflito na região chegaram ao Japão no domingo em um voo fretado que partiu de Omã.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Japão, parte dos evacuados seguiu por terra até Mascate, capital de Omã. Cerca de 60 pessoas viajaram desde Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, enquanto outras 30 chegaram à cidade após saírem de Abu Dhabi, também por via terrestre.
O governo japonês também informou que 13 cidadãos do país — entre eles funcionários da embaixada em Teerã — e um familiar estrangeiro foram retirados do Irã de ônibus e levados até o Azerbaijão, país vizinho.
Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio após um ataque surpresa conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, alguns japoneses também cruzaram a fronteira por terra do Kuwait até Riad, capital da Arábia Saudita. O ministério acrescentou que oito japoneses e um familiar estrangeiro que estavam no Bahrein também seguiram até a capital saudita por via terrestre.
Masayuki Kino, residente de Kyoto que estava em Omã desde o início do ano, relatou que a situação pegou todos de surpresa. “Foi algo totalmente inesperado e eu não sabia como agir. Fico apenas aliviado por ter conseguido voltar para casa em segurança”, disse.
Em uma publicação na rede social X, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que o governo continuará oferecendo apoio aos cidadãos japoneses que desejarem retornar ao país.
Enquanto isso, um avião KC-767 de reabastecimento e transporte da Força Aérea de Autodefesa do Japão foi enviado no domingo às Maldivas, no Oceano Índico, para se preparar para uma eventual nova operação de evacuação de japoneses na região.
O governo explicou que pretende utilizar voos fretados para retirar cidadãos que desejem deixar países próximos ao Irã, e que o envio da aeronave militar foi feito como medida preventiva, caso os voos civis não possam operar.
Missões de evacuação conduzidas pelas Forças de Autodefesa só ocorrem após solicitação formal do ministro das Relações Exteriores ao ministro da Defesa. Neste caso, o chanceler Toshimitsu Motegi fez o pedido ao ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, na sexta-feira.
Essa foi a nona operação desse tipo realizada pelas forças japonesas. No passado recente, aeronaves da Força Aérea de Autodefesa retiraram cidadãos japoneses de Israel em 2023 e do Líbano em 2024.
Em junho de 2025, aviões da mesma força também foram enviados para Djibuti, na África, para permanecer em alerta após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, mas acabaram retornando ao Japão sem precisar realizar evacuações.






