A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, pediu ao diretor da International Energy Agency, Fatih Birol, que sejam preparados novos mecanismos para uma eventual liberação coordenada adicional de reservas de petróleo. O pedido foi feito durante um encontro na quarta-feira, em meio às preocupações de Tóquio com a possibilidade de um conflito prolongado no Oriente Médio.
Depois de já ter concordado com a liberação de um volume recorde de estoques em conjunto com a IEA — como forma de compensar a redução no fornecimento da região — Takaichi indicou, na terça-feira, que o Japão também pretende utilizar reservas compartilhadas mantidas no país em parceria com nações produtoras.
Durante passagem pela Austrália nesta semana, antes de uma reunião do G7, Birol afirmou que a agência está em diálogo com governos da Ásia e da Europa para avaliar a necessidade de novas liberações, diante dos impactos da guerra envolvendo o Irã sobre o fluxo de petróleo.
Segundo Takaichi, o governo japonês já se antecipa a um cenário mais prolongado. Em publicação nas redes sociais, ela destacou que solicitou a preparação de medidas adicionais e reforçou que o país seguirá atuando em cooperação próxima com a IEA.
Birol, por sua vez, ressaltou em Tóquio que o volume de 400 milhões de barris acordado em 11 de março corresponde a cerca de 20% dos estoques de petróleo e derivados mantidos pelos países consumidores sob coordenação da agência.
Ele também indicou que há disposição para avançar com novas ações, caso necessário, embora tenha manifestado expectativa de que medidas adicionais não precisem ser adotadas.
Paralelamente, a crise já afeta o transporte marítimo. De acordo com Hitoshi Nagasawa, presidente da Associação de Armadores do Japão e líder do grupo NYK, 45 embarcações ligadas ao país seguem retidas na região do Golfo, enquanto o Estreito de Ormuz permanece fechado.





