O governador de Shizuoka, Heita Suzuki, consolidou uma proposta apresentada pela Associação Nacional de Governadores sobre a política de “recepção de estrangeiros”, submetida ao governo japonês em julho. A iniciativa, liderada por Suzuki, busca maior flexibilidade nas políticas de emprego e a criação de uma legislação básica voltada para a construção de uma sociedade inclusiva.
O documento destaca uma diferença de perspectiva: enquanto o governo central tende a enxergar os estrangeiros principalmente como “trabalhadores”, administrações locais defendem que eles sejam reconhecidos como “residentes e membros da comunidade”, em igualdade de condições com os cidadãos japoneses.
A proposta, no entanto, gerou forte repercussão. Segundo o governo provincial, cerca de 200 ligações e e-mails de reclamações foram recebidos após a divulgação. Entre os comentários mais frequentes estavam pedidos por “políticas mais robustas voltadas aos japoneses” e preocupações de que a presença crescente de estrangeiros pudesse provocar insegurança.
Em resposta, o departamento responsável da província de Shizuoka declarou que considera fundamentais as vozes da população e que todas as críticas serão levadas em conta no processo de deliberação sobre os próximos passos da política.
O caso evidencia o delicado equilíbrio entre a necessidade de mão de obra estrangeira e o debate social sobre identidade e inclusão, tema que segue em pauta em diversas regiões do Japão.






